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Versão brasileira
Parece, mas não é: conheça Marcos Greick, o homem que ganha a vida como sósia do herói Wolverine
Tarso Araujo 2009-05-12
Desde criança, Marcos Greick, 35, sempre foi fã de histórias em quadrinhos. O que ele não podia imaginar é que um dia passaria por uma "mutação" para ganhar a vida às custas de seu herói favorito.

A história do sósia brasileiro de Wolverine começou com um corte de cabelo e um infortúnio. "Meu cabelo ia até a cintura e decidi cortar curto, meio espetado. Aí um amigo disse: "Você parece o Wolverine. Devia investir nisso. Está perdendo tempo`", diz Marcos.

Então veio o infortúnio. Depois de seis anos trabalhando num hospital, cuidando da sinalização interna, ele foi demitido. E usou metade do dinheiro da indenização que recebeu para investir na ideia do amigo.

Primeiro, Marcos conseguiu alguém para fazer uma roupa de couro igual à que Wolverine usa no filme "X-Men: O Confronto Final", que estava em cartaz em 2006, quando começou a "mutação". Depois, veio o mais importante: alguém que lhe fizesse as garras. É claro que Marcos não conseguiu nada de "adamantium" -as dele são só de aço.

Mesmo assim, saiu caro. A roupa e as garras custaram mais de R$ 3.000. E o resto foi no improviso. "Comprei um cinto de caubói e tirei os cavalinhos. Peguei um pedaço de couro, escrevi X-Men e colei na fivela. Ficou igualzinho ao do filme", diz o sósia.

Carreira no auge

Aos poucos, a ideia deu certo. Marcos conseguiu convites para programas de TV e para trabalhos como animador de festas de criança. Não era nenhum cachê de Hollywood, mas o melhor estava por vir, com a chegada de "X-Men Origens: Wolverine" aos cinemas.

Desde a estreia do filme, sua carreira de sósia deslanchou. Ele foi contratado para aparecer em feiras e para promover o filme nos finais de semana no Shopping Metrô Itaquera, na zona leste de São Paulo.

"Agora está bem melhor. Já recuperei todo meu investimento", diz Marcos, que treinou até alguns movimentos para incrementar suas aparições.

Aliás, se você der de cara com ele, cuidado: ele não tem garras de "adamantium", mas admite algumas semelhanças com o herói. "Sou que nem o Wolverine. Tenho coração bom, mas sou estourado. Se não gosto de alguma coisa, fico irado e brigo mesmo", avisa.

Enquanto nada de errado acontece, o Wolverine brasileiro curte a fama. "Lá no shopping, as crianças adoram". Para ele, o único problema de ser famoso não são os "paparazzi", mas a vida afetiva.

"Não posso nem ter namorada agora, porque ela ficaria com ciúme. As mulheres veem e já querem logo me agarrar", diz. Hugh Jackman que se cuide.
FolhaTeen




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