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Vale a pena incriminar alguém por causa de um game?
Senadores querem botar pessoas atrás das grades em prol dos direitos humanos???
Henrique Drovandi 2009-12-07
Num país onde a classe política é motivo de piada, um senador em sua ilustre inspiração decide botar alguém atrás da grades por motivos muitos relevantes: criar ou jogar um game. Video-game. O jogo da bolinha que os estelionatários fazem no centrão de São Paulo é crime, mas tá todo mundo lá jogando e tirando dinheiro dos incautos.

Mas desde quando a classe política deste país se preocupa com os direitos humanos? Desde quando eles se preocupam com as religiões? Com as minorias? Desde quando eles demonstram interesse em combater o preconceito? É tudo balela. A religião deles chama-se "Dólar". E o seu principal ícone é George Washington que está impresso nas notinhas verdes.

O próprio presidente é o mais famoso cínico deste país, pois disse que não sabia que andava com tantos "ladrões e pilantras" do mensalão.

Enfim , vamos retornar ao ponto: Proibir já é um problema grande, pois cerceia a vida do cidadão. Criar entraves legais serve apenas para burocratizar nossas vidas.

Agora incriminar alguém, pressupôe-se que seja por motivos fortes e graves. Quando dizemos que alguém é "um criminoso", estamos nos referindo à um Al Capone, um Sarney ou Marcola. Um crime cai na esfera legal dos delegados, policiais e promotores. Será que é necessário combater os desvios dos direitos humanos com penas que mais parecem do III Reich?

Equiparar um moleque, garoto, rapazola, pivete, adolescente com criminosos de alta estirpe é descabido de bom censo.

Punir os produtores de games também é desviar o foco do problema, pois o mercado de games é um dos que mais cresceu durante a crise. Se vc não tem grana, fica em casa jogando games. E o mercado cresce.

Quando uma lei é feita de cima para baixo, nós estamos criando um ESTADO totalitário, onde as pessoas não podem escolher o que querem para seu futuro e sim os seus "desgovernantes".

O mercado dos games não foi nem chamado para o diálogo. Simplesmente foi feito o projeto de Lei e agora nós estamos aqui, sofrendo as consequências.

Quando será que nosso país vai permitir aos seus cidadãos escolher o que serão deles? Até quando vamos ficar sobre a tutela paternalista dos lulinhas e os "bolsas-famílias" e outras esmolas. Até quando vamos aceitar estas condições terríveis de liberdade. Até quando vamos deixar eles nos dizerem o que é melhor para nós.

Um coisa é certa: Nesta batalha, eles soferam a primeira derrota, pois toda a população e a mídia está comentando este fato grotesco da nossa história.
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